quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mudar é preciso Jesus não quer a perdição de ninguém

A palavra “mudança” faz parte do calendário do tempo do Advento. Mudar do pior para o melhor, das práticas de morte para aquelas de vida. Este é o sentido verdadeiro do Natal, para o qual estamos caminhando, revigorando forças no perdão de Deus.

O itinerário leva em conta uma vida melhor, que depende de humildade, de testemunho pessoal como grandeza evangélica e de reconhecimento da bondade do Senhor da vida. Jesus nasce no Natal fazendo-se carne para resgatar a humanidade da morte.

Deus não quer a perdição de ninguém, mas diz que “mudar é preciso”. Não quer que estejamos mergulhados no mal. Por isso, o Natal pode transformar-se em tempo de salvação, de enraizamento na vida de Deus e de felicidade verdadeira.

A maior mudança é confirmada com o encorajamento e a renovação da confiança no amor de Deus. Isso ocasiona compromisso sério com o bem e a vida digna. É muito mais do que um Natal apenas de muitas festividades.

O Advento é um tempo de bênção para quem o vivencia. Ele pode nos encaminhar para novos horizontes, ajudar-nos a superar grandes barreiras e dificuldades, porque o Senhor vem ao encontro das pessoas, como o pastor que vai em busca das ovelhas.
Nascendo em Belém de Judá, Jesus resgata vidas ameaçadas e cuida das pessoas enfraquecidas e indefesas, porque Sua vida significa vida do povo. A libertação é para todos, é um Natal sem fronteiras, não só como momento histórico, mas como vida nova.

O nascimento de Jesus dá início a uma nova criação, a um coração e espírito novos e a presença do motivador da paz. Isso exige que celebremos o Natal de forma coerente com a fé cristã. No Menino do Natal a vida toma sentido na história humana.
Celebrar festas natalinas supõe fidelidade aos princípios da fé cristã e da confiança nos planos de Deus. Ele não quer a perdição de ninguém, mas mudança, chegando ao conhecimento da verdade, que é Ele mesmo. Isso supõe viver na santidade e justiça em busca do bem de todos.




Quarta, 07 de dezembro de 2011
O que eu faço com tanto cansaço?


Descanse no lugar certo! Entenda que, para quem busca ser cristão, existe uma espécie de cansaço que somente é aliviado quando repousamos no coração de Nosso Senhor.

Portanto, para descansar, especialmente nestes dias em que os acontecimentos nos empurram para um estresse sem fim, reserve um tempo para a oração como forma prioritária de encontrar "o repouso" que buscamos.

Fora disso, só vamos encontrar agonia e muito mais cansaço. Entretanto, não basta concordar com o que estou dizendo! É preciso rezar agora!

Agora vamos rezar juntos? Clique noblog.cancaonova.com/ricardosa.

Com carinho e orações,



Seu irmão,
Ricardo Sá

Quarta, 7 de Dezembro de 2011

Vinde a mim todos vós que estais cansados

071211É muito normal chegar ao fim do ano e percebermos no semblante das pessoas que elas estão cansadas, e muitas até desanimadas pelas lutas próprias da vida. Muitas acham que Deus se esqueceu delas, mas o próprio Jesus nos pede insistentemente a cada um de nós: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (Mt 11,28-29).

Não podemos parar nas dificuldades e nos obstáculos, porque com a graça de Deus somos capazes de seguir em frente e transpor as montanhas que se apresentam diante de nós.

Obrigada, Jesus, porque estás sempre conosco.

Jesus, eu confio em Vós!


http://luziasantiago.com/

Paz e Luz

Padre Reginaldo Manzotti

Não tá fácil segurar a barra
Tá difícil meu Senhor
Ando meio angustiado
Meio triste, sem amor
Se não ando no caminho certo
Dá uma luz meu Salvador
Só não quero caminhar incerto
Sem saber por onde vou

Por isso trago em meu peito
Tuas verdades meu Senhor
Paz e Luz pra abraçar
E saber por onde vou

Tô com medo de pisar na bola
Quando o assunto é felicidade
Pra quem pensa que chegou bem perto
Quando vê, era só miragem
Coração que busca dividido
Sega os olhos da razão
Sabe certo mas anda errado
É prisioneiro da paixão

Por isso trago em meu peito
Tuas verdades meu Senhor
Paz e Luz pra andar certo
E saber por onde vou

Deus nos ensina três segredos para deixar nossa vida mais leve

A Palavra meditada hoje está em Lucas 6, 37-38

As coisas que trazem vitalidade, alegria e nos fazem felizes são coisas simples. Muitas vezes, deixamos de confiar em Deus e nos sentimos sobrecarregados porque nos apegamos a pessoas ou coisas materiais, e isso pode se tornar um fardo muito pesado e nos fazer sofrer.

Nós temos a obrigação de amar e fazer sempre o bem ao próximo, seja uma pessoa amiga ou não, porque não podemos amar com distinção. Amar é indispensável e gostar provoca um bem para nossa vida. Quanto mais você gostar de alguém, tanto mais saborosa a sua vida será. Entretanto, não podemos nos apegar a pessoas ou tomar posse delas, tornando-nos dependentes delas, porque isso se transforma em um fardo. Quando nos apegamos a pessoas, corremos o risco de cair no mesmo erro que elas comentem. Somente a Deus podemos nos apegar, porque Ele não erra nunca.

A Palavra de Deus chega a nós de muitas maneiras, mas todas as pessoas que a transmitem são apenas condutoras e não autoras da mensagem. Algumas pessoas podem pensar que o locutor é o autor da mensagem de Deus, mas a Água Viva, que vem da Palavra de Deus, só pode vir do céu.

Com a ajuda da passagem bíblica de hoje podemos aprender segredos para deixar a vida mais leve: 1º) Se não julgar, não seremos julgados. 2º) Se não condenarmos, não seremos condenados. 3º) Se perdoarmos, seremos perdoados.

Temos o péssimo hábito de julgar e já condenar alguém sem ao menos apurar os verdadeiros fatos. E, na maioria das vezes, culpamos sempre alguém de que não gostamos, com isso estabelecemos o julgamento e o sentenciamos sem nos basear na verdade e nos fatos.

Todas as vezes em que julgamos alguém nosso coração tende a ficar mais pesado. Se formos julgar algo com base em fatos e da forma mais correta possível, teremos que banir o veneno do mal do julgamento. Que a nossa tendência no julgamento seja para o bem! A medida que utilizarmos para isso será a mesma medida utilizada para nós.

Jesus nos ensina hoje que se não julgarmos, ninguém vai nos julgar, muito menos a nossa consciência terá poder de nos julgar. O maior segredo revelado para nós hoje é o perdão: seremos perdoarmos à medida que pedirmos perdão ou perdoarmos alguém.

Quando reconhecemos nossa fraqueza nós nos compadecemos do próximo, que também é fraco. Se tivermos o hábito de não culpar os outros vamos sentir o crescimento de amar dentro de nós e também veremos o crescimento do bem em nossa vida. Se obedecermos à Palavra de Deus hoje, o Senhor nos servirá com uma medida boa e transbordante.


Márcio Mendes

Missionário da Comunidade Canção Nova

A força do perdão

O ressentido é refém dos acontecimentos, da história ferida...

Ao tratarmos o tema do perdão dentro do dinamismo da vida cristã, precisamos reconhecer que não é fácil perdoar, porém, não é impossível, mas, extremamente necessário. Quando tomamos consciência da força destrutiva do ressentimento, das mágoas, dos rancores, enfim, de todos os maus sentimentos que norteiam os relacionamentos feridos e mal resolvidos, passamos a entender que tal resolução [perdão], tendo por referência essencial o amor de Deus e não a ferida, não é opcional para os que anseiam o céu, mas uma condição primordial de salvação.

A Sagrada Escritura é composto de vários textos que tratam sobre a importância do perdão: “Pois, se perdoardes aos homens os seus delitos, também o vosso Pai celeste vos perdoará; más se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos” (Mt. 6, 14). Segundo o expressar desse texto bíblico, não perdoar significa perder o perdão de Deus, ou seja, apartar-se da Misericórdia Divina.

Tendo em vista que perdoar significa não guardar mais o mal, quem não perdoa faz comunhão com as trevas, com o mal. E como somos chamados a viver em comunhão com a bondade, e o valor da nossa eleição está na contínua abertura ao amor, tocar nesses sentimentos mal resolvidos é uma necessidade da alma! Pois, a história da humanidade demostra claramente que a resposta da vida é fruto do que reina no coração. Diante de tal questionamento, respondamos: O que tem reinado no meu íntimo?

O ressentido é refém dos acontecimentos, da história ferida, dos seus “vitimalismos” e razões altamente justificadas. O segredo da liberdade e da vida na graça de Deus é ver e rever a ferida no amor, no Amado de nossas almas, pois somente nessa perspectiva a cura do coração será total.

Agir contrariamente a essa verdade significa pôr em jogo a própria salvação, porque o Reino dos céus é para os misericordiosos. É a ordem do amor que coloca a vida na dinâmica das bem-aventuranças: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7). Ou seja, uma operação concreta de perdão nos relacionamentos rompe definitivamente com as trevas dos maus sentimentos.

No livro do Eclesiástico encontramos um forte exemplo de como devemos nos comprometer com a verdade salvífica do perdão: “Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e teus pecados serão perdoados quando o pedires. Um homem guarda rancor contra outro homem, e pede a Deus a sua cura! Não tem misericórdia para com o seu semelhante, e roga o perdão dos seus pecados! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados? Lembra-te do teu fim, e põe termo às tuas inimizades...” (Eclo 28, 2-6).

É muito cruel pensarmos que as inimizades não resolvidas nesta vida terrena nos levarão à eterna inimizade com Deus, isto é, ao inferno. Sofrer com tais sentimentos nesta vida e ainda por cima sofrer eternamente pela falta de decisão no amor e no perdão é muito entristecedor!

A conversão pelas vias do perdão é o caminho da alegria, da vida de Deus, de um trilhar santificante, libertador e salvífico! Um interior saudável e revelador de eternidade é o resultado desse processo íntimo de conversão e reconciliação, na força do amor e do perdão. Contrariamente a esse processo, constatamos facilmente o fruto colhido na vida daqueles que não decidiram pela misericórdia, permitindo então o reinado dos maus sentimentos: desânimo, tristeza, amargura, frustração, angústia, negativismo, murmuração, revolta, raiva, ira, impulso autodestrutivo, vingança, egoísmo, autopiedade, entre outros. Por isso, olhemos para o nosso íntimo e tomemos a decisão que nos reconcilia com Deus e os irmãos, decidamo-nos pelo céu, pelo amor e pelo perdão! Sigamos o conselho do livro do Eclesiástico: “[...] Lembra-te do teu fim, e põe fim às tuas inimizades...” (Eclo 28, 6a).

Padre Eliano Luiz Gonçalves, sjs. (Fraternidade Jesus Salvador).

O tempo de nos fortalecer é agora

Quarta-Feira, 07 de dezembro 2011
O tempo de nos fortalecer é agora

Chegará o dia em que sofreremos perseguições por causa da Eucaristia. Voltaremos à mesma situação dos primeiros cristãos. Seremos julgados, presos e condenados à morte. Isso não deve nos assustar, mas nos servir de alerta: o tempo de nos fortalecer é agora.

Quando chegarem esses tempos difíceis, quem for forte aguentará. Quem não se fortaleceu terá perdido a chance e correrá o risco de negar Jesus, o Evangelho e a própria fé. Hoje é o tempo de despertar novamente nossa fé!

Apesar de tudo, quando chegarem os tempos difíceis, será lindo. Receberemos uma força e uma fé extraordinárias. Isso nos dará a coragem de sermos mártires e nos levará a não renunciar à fé e não negar aquilo que somos. Quando Jesus vier em Sua glória, triunfando sobre tudo e sobre todos, as Santas Missas estarão acontecendo. Por causa do “pequeno resto” fiel, a Celebração Eucarística nunca deixará de ser celebrada na face da terra.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova