quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nossa luta não é contra forças humanas

O tempo urge! É preciso colaborar na salvação de cada um dos nossos. Eu estaria mentindo se dissesse que está tudo bem, que você pode deixar os seus na situação em que estão, porque ainda há muito tempo. O tempo é breve: por isso nossa principal atitude deve ser a de intercessores. Nossa luta não é contra forças humanas, mas contra o próprio inimigo de Deus.

Quantos maridos estão sendo atacados violentamente na sua sexualidade. Quantos homens que trabalham na obra do Senhor, que receberam a graça da “efusão do Espírito”, usam os dons de Deus, exercem algum ministério, atuam em pastorais, buscam a Deus, mas a tentação lhes ronda a mente, o coração, o sentimento. A carne sente a luta violenta.

O maligno tenta nos levar para a infidelidade, o adultério, a prostituição, para toda sorte de depravação. Ele faz isso não somente com os homens, mas também com as mulheres, incutindo nelas pensamentos como: “Eu tenho o direito de ser feliz. Já sofri demais. Só fui explorada e nunca me amaram. Eu tenho o direito de amar e ser amada”. Você possui esse direito, mas não como o mundo e as novelas têm ensinado.


Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Enfoque desfocado

Tudo na vida deve ter limites que não podem ser ultrapassados
Na mente de muitas pessoas ainda existe aquela convicção de que remédio bom tem de ser amargo. Este, sim, teria efeito garantido. O mesmo se diga sobre o uso legítimo do prazer do corpo. Muitos acham que a busca do prazer físico tem embutido em si um ressaibo pecaminoso. Esta maneira de pensar cria muitos culpados imaginários. Leva àquela falsa ideia do “eu não presto”.

Jesus, ao contrário, além de ter uma vida disciplinada, também aceitava participar de momentos de boas refeições e tomar bons vinhos. Isso não dava, no entanto, o direito aos Seus inimigos de acusá-Lo:

“O Filho do Homem é um comilão e beberrão, amigo dos pecadores” (Lc 7, 34). Trata-se dos prazeres legítimos que Deus colocou à nossa disposição. O mundo civil, nos dias atuais, está muito bem equipado com ofertas de prazer. Oferece abundância de comidas sofisticadas, até em linha popular; roupas de grande beleza; joias variadíssimas; remédios em abundância; drogas para esquecer as agruras da vida; festas para todos os gostos; exacerbação sexual. Parece que se está fixando o princípio de vida, comentado por São Paulo: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (I Cor 15, 32).

Mas não nos iludamos. Tudo na vida deve ter limites, que não podem ser ultrapassados: comida, festas, vida sexual, esportes. Estamos na civilização da abundância, na qual as pessoas buscam sempre mais prazer. Mas as coisas boas precisam estar acompanhadas de disciplina e até de sacrifício. Basta vermos o concurso que foi realizado de Miss Universo. Procurou-se a “mulher mais linda do mundo”. Mas que enorme sacrifício que tiveram de enfrentar: pouca comida, muito exercício, concentração de várias semanas, obediência – sem discussão - aos organizadores... Tudo por um título efêmero.

Podemos viver tranquilamente os prazeres legítimos da vida, sem traumas. Mas atenção! O salmista ensina: “Deus é o meu bem” (Sl 16, 2).

Dom Aloísio R. Oppermann scj – Arc. Uberaba

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Jó 5

Chama agora; há alguém que te responda? E para qual dos santos te virarás?

Porque a ira destrói o louco; e o zelo mata o tolo.

Bem vi eu o louco lançar raízes; porém logo amaldiçoei a sua habitação.

Seus filhos estão longe da salvação; e são despedaçados às portas, e não há quem os livre.

A sua messe, o faminto a devora, e até dentre os espinhos a tira; e o salteador traga a sua fazenda.

Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho.

Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar.

Porém eu buscaria a Deus; e a ele entregaria a minha causa.

Ele faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas sem número.

Ele dá a chuva sobre a terra, e envia águas sobre os campos.

Para pôr aos abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação.

Ele aniquila as imaginações dos astutos, para que as suas mãos não possam levar coisa alguma a efeito.

Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita.

Eles de dia encontram as trevas; e ao meio dia andam às apalpadelas como de noite.

Porém ao necessitado livra da espada, e da boca deles, e da mão do forte.

Assim há esperança para o pobre; e a iniqüidade tapa a sua boca.

Eis que bem-aventurado é o homem a quem Deus repreende; não desprezes, pois, a correção do Todo-Poderoso.

Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam.

Em seis angústias te livrará; e na sétima o mal não te tocará.

Na fome te livrará da morte; e na guerra, da violência da espada.

Do açoite da língua estarás encoberto; e não temerás a assolação, quando vier.

Da assolação e da fome te rirás, e os animais da terra não temerás.

Porque até com as pedras do campo terás o teu acordo, e as feras do campo serão pacíficas contigo.

E saberás que a tua tenda está em paz; e visitarás a tua habitação, e não pecarás.

Também saberás que se multiplicará a tua descendência e a tua posteridade como a erva da terra,

Na velhice irás à sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.

Eis que isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o, e medita nisso para teu bem.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Os caminhos do Senhor

Somos livres para recusar os dons de Deus
As formas de Deus agir, sempre manifestadas quando Ele se revela, são diferentes do jeito de ser da pessoa humana. O Seu projeto passa a constituir-se como proposta para o nosso proceder. As respostas que damos a Ele devem ser de forma consciente e livre.

As pessoas têm plena liberdade para atender o chamado feito pelo Senhor. Elas devem dizer um "sim" que realmente seja "sim", com autenticidade e coração livre. Muitos trocam seu "sim" pelo "não", deixando de realizar o bem como primeira proposta assumida.

Somos livres para recusar os dons de Deus, podendo até agir de forma contrária, evidenciando nosso orgulho próprio. Foi o que aconteceu com o filho que disse “sim” e acabou realizando o “não”, contrariando a vontade de seu pai.

Pelo nosso livre-arbítrio, podemos escolher fazer o bem ou o mal. Tendo feito a escolha, somos também capazes de mudar de rumo. Isso é sinal de que temos limitações e nunca estamos prontos e totalmente certos sobre o caminho que devemos percorrer.

Diante de tudo isso, o seguimento do caminho do Senhor supõe frequente revisão de vida. É um processo de conversão constante, de discernimento sobre o que seja melhor a ser realizado, e que traga consequências realmente positivas para o bem comum.

Para agir bem é preciso afastar de nós a arrogância e o egoísmo, porque eles ameaçam a convivência e criam privilégios. Com isso deixamos de ser servos. A prática da humildade faz a diferença na construção de uma comunidade fraterna e humana.

Nos caminhos do Senhor temos que evitar uma prática religiosa intimista, que tem um olhar voltado para Deus sem dar importância ao irmão com quem convivemos. É o perigo da prática vertical sem dimensão horizontal da fé, sendo ação apenas subjetiva. Assim caímos facilmente na ideologia da prosperidade, muito falada hoje, de olhar para si mesmo sem dar conta de que os caminhos do Senhor passam pela vida de comunidade. Deus quer nosso trabalho e luta para conquistarmos os bens necessários de sobrevivência.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

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A felicidade não está nos bens materiais

Cultive as boas amizades

Uma amizade só é verdadeira se baseada na fidelidade

Não preciso falar aqui da importânica de cultivar as boas amizades para ser feliz. Milan Kundera diz que “toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Os amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.”

A verdadeira amizade nos socorre quando menos esperamos! Podemos esquecer aquele com quem rimos muito, mas nunca nos esqueceremos daqueles com quem choramos. Os corações que as tristezas unem permanecem unidos para sempre.

Na prosperidade, os verdadeiros amigos esperam ser chamados; na adversidade, apresentam-se espontaneamente. A fortuna faz amigos. A desgraça prova se eles existem de fato. É preciso saber fazer e cultivar amizades. Isso depende de cada um de nós; antes de tudo, do nosso desprendimento e fidelidade ao outro. Para conquistar um amigo é preciso criar um “deserto” dentro de si, aceitando que o outro venha ocupá-lo.

Acolher o amigo é, em primeiro lugar, ouvi-lo. Alguns morrem sem nunca ter encontrado alguém que lhes tenha prestado a homenagem de calar-se totalmente para ouvi-los. São poucos os que sabem ouvir, porque poucos estão vazios de si mesmos, e o seu "eu" faz muito barulho. Se você souber ouvir, muitos virão lhe fazer confidências.

Muitas pessoas se queixam da falta de amigos, mas poucos se preocupam em realizar em si as qualidades próprias para conquistar amizades e conservá-las.

Se você quiser ser agradável às pessoas, fale a elas daquilo que lhes interessa e não daquilo que interessa a você. A amizade é alimentada pelo diálogo; que é uma troca de ideias em busca da verdade; muito diferente da discussão, que é uma luta entre dois, na qual cada um defende a sua opinião.

A verdadeira amizade não pode ser alimentada pela discussão, somente pelo diálogo.

Em vez de demonstrar exaustivamente que o amigo está errado, ajude-o a descobrir a verdade por si mesmo; isso é muito mais nobre e pedagógico.

Se você quiser agir sobre seu amigo, de verdade, para que ele mude, comece por amá-lo sincera e desinteressadamente.
A amizade também exige que se corrija o amigo que erra; mas devemos censurar os amigos na intimidade; e elogiá-los em público. Nada é tão nocivo a uma amizade como a crítica ao amigo na frente de outras pessoas; isso humilha e destrói a confiança. Nunca desista de ajudar o amigo a vencer uma batalha; não há nem haverá alguém que tenha caído tão baixo que esteja fora do alcance do amor infinito de Deus e do nosso socorro.

Uma amizade só é verdadeira e duradoura se é baseada na fidelidade. Cuidado, pois para magoar alguém são necessários um inimigo e um amigo: o inimigo para caluniar e um “amigo” para transmitir a calúnia.

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JÓ 4

Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:

Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras?

Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.

As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.

Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas.

Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos?

Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?

Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo.

Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem.

O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.

Perece o leão velho, porque não tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos.

Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.

Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,

Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.

Então um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne.

Parou ele, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz que dizia:

Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador?

Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura;

Quanto menos àqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!

Desde a manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem sem que disso se faça caso.

Porventura não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria.